domingo, 19 de outubro de 2014

PREFEITO JAMES BEL PARTICIPA DAS COMEMORAÇÕES DO DIA DO PROFESSOR



A Secretaria de Educação de Martinópole realizou na noite de quinta-feira (16), um evento comemorativo ao Dia do Professor. A solenidade de homenagem contou com a presença do prefeito James Bel, dos técnicos da SME e do secretário municipal de Educação, Aderaldo Ferreira da Rocha.
O prefeito parabenizou todos os mestres, agradecendo todo seu empenho e dedicação nos trabalhos desenvolvido na rede municipal de Educação, ressaltando os investimentos e as obras executadas para a melhoria do ensino. “Estamos fazendo uma transformação na educação, mas, muito além do que as obras que estamos fazendo, está o respeito pelo servidor”, disse o prefeito.
Conforme destacou James Bel, Martinópole continua tendo os melhores índices na educação e isso só é possível devido a participação dos professores nesse processo. “Um trabalho grandioso como o da educação não seria possível ser feito com um homem só. Por isso, a participação de vocês é essencial”, completou.
O prefeito que também é professor, disse que mais do que ninguém reconhece a importância desses profissionais para a educação de Martinópole e não poderia deixar de participar desses momentos tão especiais. “Vim trazer o meu carinho e prestar essa pequena homenagem a vocês, parabenizando não só pela passagem desta data, mas também parabenizá-los pelos melhores índices que vocês têm dado a educação do nosso município”, concluiu o prefeito James Bel.
A homenagem foi feita no Centro Cultural da cidade, que segundo o secretário professor Aderaldo, as homenagens iniciaram desde quarta-feira 15, com os professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I, que também na sexta-feira (17), o município realizou um passeio na praia de Jericoacoara.
“O principal ator da rede municipal de educação, sem dúvida nenhuma, é o professor. É uma pequena homenagem, mas feita com carinho para comemorar esse dia tão importante”, ressaltou Aderaldo Ferreira da Rocha.
Relaxante, divertido e maravilhoso. Estes foram alguns dos adjetivos utilizados pelas professoras da rede municipal de ensino de Martinópole, para descrever o passeio realizado na praia de Jericoacoara ofertado pela Prefeitura Municipal, através da SME, nesta sexta-feira, 17/10.

Acesse os links para visualizar as fotos.



Imagens do Facebook da SME.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

DISCUSSÃO POLÍTICA NO FACEBOOK ABALA RELAÇÕES DE INTERNAUTAS COM AMIGOS



Discussões sobre política nas redes sociais, especialmente a respeito das eleições, têm causado consequências diretas na vida real de algumas pessoas. Amigos de infância estão brigando, excluindo um ao outro do convívio pela internet e, nos casos mais graves, até da relação pessoal. E não é só entre amigos que a coisa está ficando complicada: o ambiente familiar também está se estremecendo em algumas situações. Segundo o Safernet, em relação ao mesmo período do ano anterior, o número de denúncias sobre crimes de ódio na internet mais que triplicou nos dias próximos da votação (leia mais abaixo).

É o caso da coordenadora de programação Flávia Lopes, 40 anos, que expõe publicamente seu posicionamento político em sua página no Facebook. Ofensas pessoais, posts que vão contra os direitos constitucionais dos brasileiros e xingamentos são motivos suficientes para exclusão. "Eu tento o diálogo, mas acabo excluindo amigos e parentes que têm pensamento considerado mesquinho, tacanho e muito agressivo."

Para Célia Leão, consultora de etiqueta e marketing pessoal, "o respeito precisa imperar, principalmente entre parentes e amigos. É preciso haver equilíbrio e muito cuidado com o que for escrever nas redes sociais."

Flávia revelou que, desde o início do processo eleitoral brasileiro, excluiu três parentes, três amigos de infância e mais de 20 conhecidos de sua rede social. "Tirei gente da minha família, como primo e tio. Excluo do Facebook para não ver mais os posts deles e para que eles não vejam mais os meus. Não é só pelo posicionamento político ou partidário. Sou contra recados homofóbicos e cartilhas conservadoras."

A efervescência da página de Flávia no Facebook é tão grande entre os familiares, que a mãe dela disse que estava preocupada com isso. A declaração foi feita enquanto a reportagem do G1 estava na casa dela, o que gerou risos da filha. "Está vendo? É sério."

Exclusões e bloqueios

Apesar de parecer radical nas exclusões, Flávia mantém o bom humor mesmo diante dos ataques pela internet. "Em uma ocasião, um amigo postou uma mensagem falsa no Facebook e fui argumentar com ele que aquilo não tinha procedência. Ele me desafiou a provar o que estava dizendo. Comecei a postar tudo detalhadamente. Em determinado momento, um amigo dele, que é policial, começou a me ofender, a me atacar. Tudo bem, deixei de lado, mas um dia esse cara apareceu na minha página e começou a me atacar em outros posts. Ele parou quando se deu conta de que estava em minha página e não na do nosso amigo em comum."

Célia afirmou que é preciso "respirar antes de dar o 'enter' na mensagem e publicar algo numa rede social. Em algumas situações, o silêncio é a resposta mais contundente, é o melhor ataque."

Flávia lembrou que chegou a ser acusada de receber dinheiro de um partido para fazer os posts que faz. "Nunca recebi dinheiro de partido. Não sou defensora de nenhum partido. Teve até quem falasse da minha vida sexual. Aí eu entrei na brincadeira e comecei a provocar o sujeito que me atacava até ele parar."

A consultora de etiqueta lembrou que postou em sua página pessoal um texto, com a temática das eleições, afirmando defender a democracia e que as pessoas de seu círculo de convívio deveriam se conter para que seus posts não fossem excluídos. "Fiz um texto enorme falando que a democracia é respeitar o que o outro pensa. Há liberdade de expressão, mas é preciso ter limites. Se você discorda de alguém, vá para sua página e discorde lá, nunca embaixo do post da outra pessoa", disse Célia.

(G1)

terça-feira, 14 de outubro de 2014

FRASES PARA O DIA DO PROFESSOR - 15 DE OUTUBRO



Preparamos um especial com frases para o dia do professor que é comemorado no dia 15 de outubro aqui no Brasil. Alguns fatos curiosos sobre esta data é que no ano de 1827 o Imperador Dom Pedro I criou um decreto criando o ensino elementar em todo o Brasil, no entanto a data só foi comemorada após 120 anos, em 1947, quando o professor Salomão Becker sugeriu a data 15 de outubro para comemorar o Dia do Professor, data esta que em sua cidade natal Piracicaba no interior de SP já era comemorada quando os alunos traziam para a sala de aula doces e salgados para homenagear os seus mestres. Seguindo o exemplo deste educador deixamos aqui nossa homenagem a todos estes heróis que se dedicam a construir um futuro melhor educando e formando nossas crianças.

Para conhecer mais sobre esta data comemorativa e fatos históricos sugiro que leia o artigo disponível na Wikipédia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Dia_do_professor

 
A semente

"Se uma semente de uma alface não cresce, não culpe o alface. Em vez disso, a culpa recai sobre nós por não ter alimentado a semente corretamente." (Provérbio budista)
Perguntas e respostas

"O bom ensino é mais uma doação de perguntas que um direito de dar respostas certas." (Josef Albers)

A verdade

"Toda a verdade tem quatro cantos: como um professor que lhe da um canto, e é para você encontrar os outros três." (Confúcio, frases para professores do ensino médio)

O limiar da mente

"O professor que é realmente inteligente não o convido a entrar na casa da sabedoria, mas elevá-lo ao limiar da sua mente." (Kahlil Gibran)

Ambições

"Mantenha-se afastado de pessoas que tentam depreciar suas ambições. Pessoas pequenas sempre fazem isso, mas os grandes fazem você realmente sentir que você também pode se tornar grande." (Mark Twain)

O bom professor

"Um bom professor deve ser capaz de se colocar no lugar daqueles que acham difícil a aprendizagem." (Eliphas Levi)

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

PREFEITO ENVIA MENSAEGM AO POVO DE MARTINÓPOLE



MENSAGEM AO POVO DE MARTINÓPOLE,

Dirijo-me aos homens e mulheres de bem de Martinópole, terra que tenho orgulho de ter nascido e hoje exercer o cargo de Prefeito outorgado democraticamente por meus conterrâneos. Inicialmente agradeço a todos que foram as urnas no dia 05 de outubro último e votaram nos candidatos apoiados por nós, estes sim, os verdadeiros parceiros do povo de Martinópole, que sempre estão lutando por nosso município, seja na Assembleia Legislativa do Ceará, como é caso do Deputado Sérgio Aguiar, ou na Câmara Federal, como o Deputado Danilo Forte. Amigos e amigas, Martinópole vivencia um momento importante de sua história, pois tem como Prefeito este martinopolense que sempre esteve em nosso município, filho de um casal que sempre viveu em nossa cidade, que acreditou que poderia governar sua terra e teve a confiança da maioria do povo e foi vitorioso nas urnas e hoje vem trabalhando para reconstruir décadas de atrasos deixados por pessoas que só se apoderaram do dinheiro público e nunca fizeram nada por nossa gente.

A luta para chegar aqui foi grande, teve a participação de cada um de vocês que acreditaram em nossas propostas. Sofremos muito, eu e minha família e muitos amigos, em nome desse projeto para Martinópole, foram perseguidos, presos, torturados, ameaçados, humilhados, aterrorizados e tudo que um sistema ditatorial cruel pode oferecer contra seu opositor foi experimentados por nós. Não desistimos, acreditamos em Deus e no povo, não poderíamos recuar, acreditando na democracia e na justiça derrotamos aquele sistema cruel que governava Martinópole, hoje o ar é de liberdade e assim será. Nossos adversários ainda não aceitam, não acreditam e não se conformam com a derrota e continuam fazendo seus terrorismos, agora psicológico, pois não podem usar o poder, tendo em vista que este definitivamente pertence ao povo. Todos conhecem a nossa história e nossa luta, sem ser Prefeito, lutamos por saúde para a população, serviços jurídicos para os necessitados, lutávamos por educação na condição de dirigente sindical e sempre que podíamos ajudávamos aqueles que buscavam o nosso apoio, tendo em vista que tudo faltava em nosso município. O que sobrava era corrupção, perseguição, enriquecimento ilícito de alguns que usavam o dinheiro público como se fosse seu, a prova disso é visível, basta se dirigir ao Fórum local e ver o monte de processos contra ex-prefeitos e seus secretários que desviaram recursos públicos, dinheiro este fácil de encontrar, basta ver a riqueza de ex-prefeitos, seus filhos e seus secretários. Sem moral algum, mentes sem assepsia, indivíduos nocivos à sociedade, pessoas que negam inclusive pensão para os filhos, andam fazendo terror psicológico na população, mentindo e dizendo que os serviços públicos de Martinópole só serão ofertados aos nossos aliados, distorcendo o que foi dito por mim em praça pública no dia 06 de outubro.
Povo de Martinópole, esta prática que era de nossos adversários de só fornecer os serviços públicos aos seus aliados não vai voltar, já passou, os serviços públicos que agora existem e que é fruto de nossa administração é para todos, independentemente de raça, cor, crença ou ideologia política. Fiquem tranquilos, pois aquele que mesmo sem ser Prefeito nunca negou atender a população, jamais vai negar este direito como legítimo representante do povo. Quem ouviu entendeu o recado e sabe para quem foi dirigido.

Convido a cada um martinopolense a continuar esta luta e não permitir que estes delinquentes, corações ruins, parasitas do dinheiro público voltem a aterrorizar o sossego de nosso povo. Usem os serviços públicos de Martinópole, estes pertencem a todos, aproveitem que nossa educação é reconhecida oficialmente pelo Ministério da Educação como a melhor da região, os serviços de saúde são de qualidade e vai continua melhorando com a construção de mais um posto de saúde que será inaugurado em breve e inúmeros serviços que os martinopolenses podem desfrutar, sem restrição. Fiquem com Deus e vamos à luta continuar trabalhando para todos.

Atenciosamente;

James Bel

domingo, 12 de outubro de 2014

VALOR DE MULTAS DE TRÂNSITO VAI AUMENTAR A PARTIR DE NOVEMBRO

Motoristas infratores serão punidos de forma mais severa com mudanças no Código de Trânsito Brasileiro, que foi atualizado após 17 anos. A multa pelos artigos que tratam sobre rachas e pegas aumentou dez vezes, passando de R$ 191, 54 para R$ 1.915,54; e permanece a suspensão do direito de dirigir. O valor é o mesmo para ultrapassagens perigosas e em locais proibidos. Além disso, o motorista fica proibido de dirigir.

Na ultrapassagem pelo acostamento ou pela contramão, o valor foi reajustado em cinco vezes, passando de R$ 191,54 para R$ 957,70. O coordenador de blitz do DETRAN, Ribamar Diniz, comenta que o motorista deve ficar atento e ter mais consciência. “A infração só existe há um infrator. Então, a partir do momento que as pessoas se conscientizam sobre o seu comportamento na via, jamais haverá infração”.

A medida divide a opinião dos motoristas. A lei foi sancionada em maio deste ano, e passa a vigorar a partir do dia 1º de novembro.


Fonte: Tribuna do Ceará - Com reportagem de Marco Meireles.


sábado, 11 de outubro de 2014

SEGUNDO TURNO COMEÇA DIFERENTE PARA O PT

As quatro últimas eleições presidenciais brasileiras foram para o segundo turno. O PT venceu as três já realizadas. Mas o segundo turno deste ano começa diferente.
Desde 2002, os petistas – tanto Luiz Inácio Lula da Silva, em 2002 e 2006, quanto Dilma Rousseff, em 2010 – sempre saíram na frente nas primeiras pesquisas do segundo turno. Agora, a rigor, Dilma não está atrás. A situação é de empate técnico tanto no Datafolha quanto no Ibope. Mas essa própria situação é inédita.
No primeiro Datafolha do segundo turno de 2002, Lula tinha 64% dos votos válidos e José Serra (PSDB) alcançava 36%. Em 2006, muito mais equilíbrio, mas ainda assim vantagem petista: Lula 54% contra 46% de Geraldo Alckmin (PSDB). Esse mesmo placar se repetia em 2010, com Dilma com 54% e Serra, 46%. Dessa vez, há inédito empate técnico no início do segundo turno, com a particularidade de, numericamente, o candidato tucano estar à frente: Aécio Neves 51%, Dilma 49%.
Embora essa diferença de dois pontos percentuais não seja estatisticamente relevante. De qualquer forma, nunca houve segundo turno no qual as pesquisas apresentassem perspectiva tão indefinida sobre quem será o próximo presidente.

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:


NOTAS ESPARSAS: SENSO COMUM, POLÍTICA, EDUCAÇÃO E REVOLUÇÃO.

Senso comum
O que é o senso comum? Por que nós, os intelectuais, geralmente somos tão reticentes a tudo que consideramos “senso comum”: a cultura popular e de massa, a religiosidade, linguagem não formal, etc.? Há até mesmo os que têm dificuldades em se relacionar com as pessoas comuns, isto é, os simples mortais que não frequentam os bancos universitários ou mesmo acadêmicos, tão influenciados pela indústria cultural, que não conseguem ver além dos próprios narizes e… umbigos. Suas conversas sobre o cotidiano, o corriqueiro, quase que crônicas da vida, até irritam alguns entre nós. E muitos se exasperam quando leem o que seus alunos escrevem e notam que eles não conseguem analisar e avançar pelo menos um passo para além do senso comum. Outras vezes, o nosso intelectualismo nos torna chatos e incapazes de dialogar minimamente com os comuns dos mortais sobre as coisas mais simples da vida – em geral, temas que consideramos supérfluos, perda de tempo… A resistência ao que consideramos senso comum, portanto, conhecimento não-científico, desqualificado, é tão forte no meio acadêmico que até mesmo os estudantes tem a expectativa do “discurso professoral”. A medida da inteligência passa a ser a ininteligibilidade. Quanto menos você se faz entender, mas inteligente parece ser!
O teatro político
Na política o “normal” é representar. O político necessita ser um excelente autor para convencer a si mesmo e aos outros, seus potenciais eleitores. É necessário fazer acordos, agradar a gregos e troianos. A dissimulação e o jogo das aparências faz parte do seu habitat natural. Até porque, a rigor, não estamos preparados para a verdade. A mentira é uma necessidade dos homens e mulheres comuns e, também, dos políticos. Os políticos bem-sucedidos são os que representam bem os seus papéis. Não por acaso, os consideramos nossos representantes. Ou seja, somos a plateia que aplaude ou vaia. De qualquer forma, eles atuam por nós…
Educação e Sociedade
A sociedade requer um ensino voltado para a carreira escolar. Em geral, não interessa se a educação torna nossos filhos melhores homens e mulheres, indivíduos mais conscientes sobre a realidade social, sobre os dilemas que a vida impõe. Não. Quer-se simplesmente que a escola prepare para ter sucesso no vestibular. E o mesmo raciocínio vale para muitos dos que conquistam a vaga no ensino superior. Pouco importa o mundo ao seu redor, desde que não atrapalhe os planos individualistas de ganhar mais dinheiro e ter uma carreira de sucesso. A universidade forma indivíduos cada vez mais descomprometidos social e politicamente com a comunidade, a sociedade e o mundo em que vivem.
Revolucionários profissionais

Na verdade, o questionamento da política institucional partidária não é novidade: os índices de votos nulos, brancos e dos que se abstém de votar, indicam-no; a exígua votação que os partidos de esquerda de filiação marxista e socialista também precisa ser levado em conta. A verdade, porém, é que, em geral, as vanguardas não se preocupam com isto, pois as eleições são concebidas apenas como um dos momentos privilegiados para a propaganda ideológica. Eles se preparam para a revolução, para dirigi-la. Veem-se como revolucionários profissionais, sinceros profissionais da revolução em suas casamatas burocráticas. Quem ousa duvidar da sinceridade revolucionária, ainda que alguns se percam no pragmatismo e a sua práxis política negue o discurso e teoria professados?

Por Luciano Silva, via Martinopolelivre

COMO PERDER MILHARES DE AMIGOS NO FACEBOOK!

Quantos amigos conquistamos no percurso de uma vida? Poucos, pouquíssimos! Os dedos de uma mão podem ser mais do que suficiente para contar as amizades verdadeiras. Claro, podemos contar inúmeros colegas, pessoas mais próximas, etc. Mas amigos de verdade são raros, pois a amizade é restrita às relações especiais, únicas na vida.

Há os amigos da infância, da adolescência. Os caminhos trilhados nem sempre permitem manter tais amizades. É o meu caso: as constantes mudanças de estados, cidades e bairros, me fez perder contato. A distância geográfica, as dificuldades inerentes ao imperativo de viver em novos ambientes nem sempre acolhedores, bem como o pleno envolvimento no cotidiano da nova realidade da vida, etc., talvez expliquem o distanciamento e a perda dos amigos de outrora. As condições de comunicação eram outras, reduzidas basicamente à correspondência física – não havia internet, e-mail, facebook, nem mesmo telefone residencial (imagino que hoje é muito mais fácil manter contato com os amigos distanciados geograficamente). Restaram apenas as recordações, as doces lembranças de uma época.

As vicissitudes da vida separaram-me dos amigos antes mesmo que a amizade criasse raízes mais fortes e produzisse frutos fecundos. Por onde andará o meu amigo do ginasial, como era chamado naquele tempo, íamos ao Angico Club, na festa do caju. Não consigo lembrar o seu nome, mas recordo do seu rosto moreno e do esforço para manter o cabelo à John Travolta. E aquele amigo cuja mãe incorporava Cosme e Damião? Lembro-me do Miguel, amigo de caminhadas pelas ruas do centro da cidade, quando parávamos nas pastelarias e nos deliciávamos sem nos incomodar com a higiene nada acolhedora do ambiente. Outros sábados, íamos ao centro cultural Dário Campos Feijó. Por onde andará o amigo dos tempos de serenata que participávamos na boa companhia do pároco da cidade, nas noites de lua cheia, das andanças pela vida noturna em outras cidades, quando burlávamos as regras da maioridade? E a amiga que estimulou os meus primeiros passos na militância política e por quem inadvertidamente me apaixonei? Onde estarão os amigos do tempo da Pastoral... Por onde andarão os amigos do primeiro grau do antigo Ginásio?

Os amigos estão presentes, seja nas recordações ou nas possibilidades do reencontro. O certo é que uma verdadeira amizade permanece, ainda que o tempo e as condições dificultem ou impossibilitem o encontro físico. O advento da internet permitiu reencontrar alguns, mas o passar dos anos revelou-se desgastante. Tentei resgatar e manter contato, mas as respostas nem sempre foram positivas – e, em alguns casos, prevaleceu o silêncio. Compreendo, não somos mais o que fomos no passado; nos transformamos, somos outros em novas realidades e com novas amizades – ainda que o que vivemos resista em nós, um passado que teima em se fazer presente.
As potencialidades da comunicação via internet não mudaram o que já estava sedimentado. Em outras palavras, as amizades do passado parecem ter parado no tempo – o reencontro via Facebook, por exemplo, não mudou o caráter nem a qualidade das mesmas. A presença dos amigos via virtual não supriu a ausência real. O tempo e a distância geográfica, além daquela construída pela diferença dos caminhos percorridos, produziram efeitos nem sempre positivos. Embora a amizade permaneça, guardada afetuosamente em algum lugar do eu, ela não é vivenciada. Ficaram apenas as recordações, porém significativas.

Embora não tenha conseguido manter uma comunicação mais intensa com os amigos do passado, ainda que tenha reencontrado alguns deles no espaço virtual, tive milhares de “amigos” nos últimos anos. Primeiro foi o Orkut, um dia desativado e, após muita resistência, substituído pelo Facebook. Neste, adotei o critério de utilizar para fins acadêmicos – divulgação das revistas, blogs, artigos, livros, atividades e eventos acadêmico, culturais e políticos. Assumi, então, uma perspectiva crítica e democrática – o que me trouxe dissabores, pois as pessoas partem do princípio de que concordamos com tudo o que publicamos, sem perceberem o objetivo de proporcionar o debate e a reflexão crítica.

No período em que usei este perfil cheguei a ter mais de 4.500 “amigos”. “Ganhei” milhares de “amigos”, mas sem qualquer ilusão quanto ao significado deste fenômeno. De certa forma, tornei-me uma pessoa pública. Mas isto começou a exigir maior dedicação e, consequentemente, mais tempo conectado. Não estou entre os que pensam que o Facebook substitui as amizades reais, ou seja, que o usuário da rede social termina por priorizar a vida virtual aos amigos reais. Na verdade, se isto ocorre – e quando acontece – apenas confirma o isolamento, a solidão.
De fato, o Facebook pode fortalecer laços de amizades existentes, bem como facilitar o desenvolvimento de novos relacionamentos. Por outro lado, o caráter da relação virtual induz a maior espontaneidade, favorece desencontros, atitudes irreflexivas e mesmo abusos. Nem sempre o bom senso e o respeito prevalecem. A virtualidade pode favorecer a petulância e o desrespeito. Indivíduos que nem conhecemos, e provavelmente jamais os conheceremos, consideram-se no direito de exigir explicações, de julgar precipitadamente e determinar vereditos. Felizmente são casos isolados, mas haja paciência!

Comecei a refletir sobre tudo isto, sobre as vantagens e desvantagens de ter um perfil com milhares de “amigos”. Quais os interesses? O que há de comum entre nós? Os amigos pessoais, conhecidos e aqueles com os quais estabeleci uma relação mais intensa, ainda que no âmbito virtual, estavam “perdidos” entre tantos. Então, comecei a ser mais criterioso, mais seletivo. Percebi o trabalho e dificuldade de selecionar os “amigos”. Decidi, então, desativar o perfil. Num simples click perdi milhares de amigos! Como as “amizades” são efêmeras!

Mas não me rendi aos argumentos de um amigo bem próximo, contrário às redes sociais. Para ele, o melhor mesmo é evitar, o quanto possível, navegar pela internet e, especialmente, não ter Facebook. De fato, se refletirmos bem sobre o que deixamos de fazer e o quanto a internet nos ocupa, talvez esse meu amigo tenha razão. No entanto, a internet oferece possibilidades que justificam o tempo utilizado. O importante é ter autodisciplina e saber dosar bem o uso do tempo, sem ficar refém do Facebook nem deixar de fazer outras coisas importantes. Afinal, há vida também fora do Facebook – embora alguns estejam tão envolvidos que parecem ter esquecido a senha!!!

Quantos aos amigos reais, espero reencontrá-los pessoalmente ou mesmo no âmbito virtual. O mais importante, porém, é que os sentimentos de amizade permanecem vivos. Inovações tecnológicas são fundamentais, mas não mudam o essencial! O tempo, a distância e a ausência de contato não suprimiram a amizade. Ainda que ausentes e distantes geograficamente, os amigos permanecem presentes. Apesar das dificuldades, consegui manter contato com alguns deles e não esqueci os que não vejo há anos!


Afora o passado, há o presente, o tempo em que vivemos. Neste, é fundamental as amizades construídas nos últimos anos. Triste do indivíduo que não tem amigos reais, ainda que os dedos das mãos sejam suficientes para contá-los. Para ter milhares de amigos virtuais bastam apenas alguns clicks; para perdê-los também. No entanto, é muito mais complexo ter amizades reais e duradouras! O importante é saber discernir bem os amigos e “amigos”, realidade e virtualidade!