sábado, 4 de agosto de 2012

A campanha e os dilemas dos candidatos


O primeiro mês de campanha política à Prefeitura de Martinópole está passando, e ao contrário do que se prognosticava, o nível de agressividade entre os candidatos se manteve dentro do aceitável. É claro que o momento, digamos, mais quente, ainda está por vir, Mas até agora, os candidatos têm se mostrado mais preocupados em se apresentarem ao eleitor do que atirarem farpas uns nos outros. 
Não é de todo modo estranho esse comportamento defensivo dos postulantes. Podemos não ter os candidatos dos sonhos dos eleitores. No entanto, também não se pode achar que são as piores opções oferecidas para a disputa do pleito. Se há discordância em relação aos perfis de um ou de outro, é impossível deixar de considerar que há postulantes que atendem bem parcelas significativas do espectro de eleitores que a cidade possui.
Políticos, com experiência, jovens, maduros, ideológicos, pragmáticos… Praticamente todos esses requisitos são encontrados nos postulantes à Prefeitura de Martinópole. Infelizmente, e isso talvez seja o grande complicador em uma campanha eleitoral, é se achar que os problemas serão resolvidos apenas pelo poder público. A complexidade de uma cidade requer bem mais do que responsabilidades apenas da gestão municipal. É claro que não se pode negar a importância do direcionamento correto. Mas nada disso vai adiantar se não houver cumplicidade das pessoas no seu dia a dia.
O grande erro dos candidatos, e aí mais por culpa das demandas de campanha, é criarem a falsa ilusão de poderem sozinhos resolver os problemas ao assumirem a gestão. Mas desse vício ninguém está livre, nem preparado para lidar abertamente com o eleitor sobre o assunto.


Baseado no artigo no O POVO deste sábado (4), o editor adjunto de Conjuntura do O POVO, Luiz Henrique Campos,
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