sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Do milheiro de tijolos à cesta básica

Disparar acusações inverídicas ou de baixo calão tornaram-se parte do jogo político

Em uma matéria postada anteriormente AQUI dizíamos que as palavras de baixo calão dos políticos estavam dentro do adequado, mas com o passar dos dias a campanha eleitoral se aproximando do fim, já está faltando escrúpulos para muitos dos candidatos na disputa. Para vencer a eleição, nem sempre a melhor alternativa será o convívio fraterno com seus oponentes. Disparar acusações inverídicas ou de baixo calão tornaram-se parte do jogo político, onde a máxima de Goebbels, ganha conforto e uma mentira repetida mil vezes, acaba por se tornar verdade.
    Aliás, impressiona a maneira como se mente na seara política. Como se vive de factoides, de ilusões. Os próximos meses prometem aquecer a chapa e tornar uma simples e humilde opinião uma afronta. Posicionar-se pode ser perigoso, ainda mais quando o que estiver em jogo são cifras superiores a milhões no orçamento de um município.
Os palanques dos candidatos, revelam discursos ácidos ancorados por críticas, muitas vezes incoerentes, mas suportadas pela lógica do confronto oposição versus situação e assim por diante. Todo e qualquer escorregão pode ser usado na tentativa de denegrir a imagem do oponente. Não há critério, a não ser a escalada rumo à conquista do objetivo final, a vitória nas urnas.
   Haveremos de testemunhar casos em que irá se priorizar o ataque pessoal. Talvez tenhamos momentos em que a apresentação de um plano de governo fique em segundo plano. Para se ganhar uma eleição, infelizmente, não é preciso apresentar as melhores e mais sensatas propostas. Política muitas vezes se faz a partir de uma paixão doentia por A ou B. Um amor ridicularizado perante migalhas. Um milheiro de tijolos, o pagamento de uma conta de energia, uma cesta básica. Infelizmente.


 Adaptado do Jornal Classe A
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