domingo, 15 de setembro de 2013

POSIÇÃO MENOS TENSA NO PSB APÓS ENCONTRO DE CID GOMES E EDUARDO CAMPOS

Foto: Agencia brasil
Para a cúpula do Governo cearense, mais amistosa não poderia ter sido a conversa entre os governadores do Ceará e de Pernambuco, Cid Gomes e Eduardo Campos, testemunhada pelo presidente da Assembleia Legislativa cearense, deputado José Albuquerque e Roberto Cláudio, prefeito de Fortaleza, além do ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, e do senador Rodrigo Rollemberg (DF), no início da última semana, em Recife, para aclarar as dissensões registradas pela imprensa, entre o PSB do Ceará, comandado por Cid Gomes e o nacional liderado por Eduardo Campos.

Cid Gomes e Eduardo Campos, pelo menos até agora, estão em campos opostos quanto à posição do PSB, presidido nacionalmente pelo governador pernambucano, em relação à sucessão presidencial.

Partiu dos cearenses a iniciativa do encontro. Ele se fazia necessário para aplacar a inquietação dos aliados governistas daqui, em face dos posicionamentos divergentes dos dois governadores quanto a posição do PSB em relação à sucessão da presidente Dilma Rousseff. Cid quer o seu partido apoiando Dilma, e Campos admite ser ele próprio um concorrente da presidente.

Educadamente, e com as devidas ponderações, o governador pernambucano explicitou sua posição pessoal, observando, porém, só levar ao partido essa sua pretensão de ser candidato, no início de 2014, quando definido estiver a acomodação das forças políticas diante do novo quadro partidário nacional, e, evidente, as alianças e nomes postos para a disputa presidencial.
A cordialidade do encontro, como transmitido, inclusive a uns poucos deputados, foi suficiente para dispensar algumas indagações programadas para serem feitas ao governante pernambucano pelo deputado José Albuquerque, com o objetivo de demarcar espaços e nortear a posição do grupo neste momento limite das filiações partidárias.

Reservadamente, alguns aliados do governador não escondiam a intranquilidade com as divergências de posição dos dois governadores e a possibilidade de Campos conseguir apoio da executiva nacional e decretar a intervenção no diretório estadual, deixando todos daqui na dependência de ter ou não a legenda para tornarem efetivas as suas candidaturas.


Pessoalmente, ele pode até montar um palanque para a presidente Dilma no Ceará. Mas, e os seus correligionários, presos à Lei da Fidelidade Partidária, como ficarão? As coligações sendo feitas, como realmente são, entre partidos, sofrerão um grande impacto no Ceará. Uma candidatura de Eduardo Campos desmorona o projeto, até aqui arquitetado pelo governador, de reunir em torno do seu candidato a governador o PT e o PMDB, em especial, responsáveis pelos maiores tempos da propaganda eleitoral, um dos itens mais significativos em qualquer campanha eleitoral dos nossos dias. O tempo do PSB é pequeno.

Com DN

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