quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

JESUS OU BARRABÁS?



As narrativas evangélicas do interrogatório de Jesus por Pilatos abordam uma intrigante audiência pública em que o povo teve a oportunidade de escolher entre a soltura de dois homens: o Cristo e um revoltoso homicida conhecido como Barrabás.

Ao que parece, aquela teria sido a única eleição em que Jesus se expôs (forçadamente) já que a Bíblia de modo algum informa ter nosso Senhor concorrido a cargos públicos. Seu comportamento, aliás, nunca teve por objetivo agradar o ego humano apresentando-se simpático ao público, mas sim a partir de um necessário confronto com personalidade forte. E para tanto Jesus não mediu as palavras e menos ainda usava de bajulações quer estivesse diante de governantes, autoridades religiosas ou na companhia dos próprios seguidores.

"Mas os principais sacerdotes e os anciãos persuadiram o povo a que pedisse Barrabás e fizesse morrer Jesus. De novo, perguntou-lhes o governador: Qual dos dois quereis que vos solte? Responderam eles: Barrabás! Replicou-lhes Pilatos: Que farei, então, de Jesus, chamado Cristo? Seja crucificado! Responderam todos. Que mal fez ele? Perguntou Pilatos. Porém cada vez clamavam mais: Seja crucificado!" (Mateus 27:20-23; ARA)

Lamentavelmente, este episódio das Escrituras do Novo Testamento foi muitas vezes mal utilizado para promover um anti-seminismo ou anti-judaísmo. Contudo, o texto citado reflete as decisões infelizes tomadas por todos os povos no decorrer da História, permitindo sempre que o “espinheiro” reine como conta uma outra passagem da Bíblia (Juízes 9:7-15).

Adptação Professor Luciano Silva.
*Imagem: Reprodução do filme “A Paixão de Cristo”



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