sexta-feira, 26 de junho de 2015

A LUTA PELO PODER E OS INTERESSES PESSOAIS





Oras, quando falamos em poder o que nos vem na mente é o direito de liberar, agir e mandar. Portanto, a faculdade de exercer a autoridade, a soberania ou de um governo depende do contexto, de cada circunstância.

   Sem sermos hipócritas, e a bem da verdade, todo político almeja atingir o mais alto nível do seu status e – porque não dizer? –, mesmo, ao topo de uma organização ou mesmo do executivo municipal, estadual ou federal de um país. Afinal, sonhar não é pecado! Para atingir esse patamar se requer traçar metas e criar estratégias para tal.

   Desse modo, para atingir tais metas, uns recorrem a meios diretos, outros recorrem a meios indiretos como, por exemplo, violência de toda espécie, em uma luta nua e cruel, guiados pela razão única e exclusivamente de oportunismo para atingir o poder; assim as regras democráticas, de boas maneiras, as fundamentações éticas e as normas de conduta são totalmente esquecidas ou simplesmente desprezadas.

   Maquiavel disse: “Os homens, quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição.”

   Infelizmente, essa realidade não foge do que se vive nos municípios, estados e governo federal; tal cenário vai se alastrando na nossa sociedade, onde os que se acham mais lúcidos descobriram a política como o meio mais fácil para atingir os seus fins inconfessos e subjugar os demais. Deixando de ser modismo, hoje, passou a ser moda nestes últimos tempos, onde observamos indivíduos ávidos de atingir o poder para se servir e satisfazer os seus caprichos, indivíduos que recorrem a todos os meios, acompanhados pela difamação e ambições pessoais. Para ser modesto, os detentores do poder deveriam usar o poder para servir o povo e não para se servir, e nem satisfazer apenas os seus caprichos e nem ser servido pelo povo.

   Entretanto, observando o comportamento dos detentores do poder, e até mesmo a sociedade civil, nota-se a carência dos valores morais, cívicos e até patrióticos, tudo pela ganância do poder e preocupados apenas em se apossar dos escassos recursos que serviriam para tirar governo do marasmo em que se encontra. Hoje, como se sabe, através do fenômeno da globalização, o mundo está cada vez mais próximo e, pela realidade que vivemos, ao descrever a identidade do povo - sem medo de errar – pode-se dizer que é um povo hipócrita, preguiçoso, arrogante, materialista, ganancioso…

   Há alguns anos atrás, esse mesmo povo era caracterizado como um povo trabalhador, honesto, humilde, feliz, gente de fé e coragem. Passava necessidade, mas nunca desistia dos seus objetivos: cidadãos orgulhosos, do nosso país, que encontravam forças para fazer dos contratempos uma ocasião para rir, alegrar-se. Éramos, resumindo, um povo simples e com uma elite muito reduzida, mas de coração nobre.

   Hoje se vive uma realidade sui generis, quer em nível das organizações políticas tradicionais como as mais emergentes; hoje, na realidade, essas organizações vivem grandes problemas de liderança, onde indivíduos oportunistas almejam o poder a todo custo, querendo somente ocupar cargos, como já dito. E, o mais agravante: alguns desses indivíduos estão ocupando as referidas posições nessas organizações há tanto tempo e nada fazem para progresso das mesmas, nem tampouco para o País. Assim, vão desgastando as suas imagens no poder. Por esse motivo, assistimos, no nosso legislativo, quase numa manta de retalhos; outros podem ser considerados como se fossem um grupo de aproveitadores, caracterizados pela falta de pudor. Os oportunistas fazem de tudo, tal como diz o ditado: “na terra dos cegos, quem tem um olho é rei”. Hoje, o campo de batalha, da luta pelo poder, é o meio partidário onde as famílias tradicionais continuam querendo permanecer ou voltar a reinar, e os mais fracos, jovens Idealistas, menos favorecidos, não conseguem ter qualquer espaço e nem protagonismo para atingir o poder – e aqueles (poucos) que conseguiram nem sempre terminaram o seu mandato no tempo previsto.

  Todos entendem que as forças políticas têm extrema importância na organização e manutenção da ordem e estabilidade nas sociedades; e, também como se sabe, são as mesmas que criam instabilidade num país, segundo a ideologia de alguns políticos, pois é mais fácil a corrupção numa sociedade desorganizada do que em uma sociedade organizada.

   O cidadão tem um traço cultural intrigante com as leis: em nosso país, tudo que é ilegal é tolerado e vira legal. A maioria têm dificuldade para cumprir as regras, escritas na forma de leis, e as burlam com muita criatividade. Não podemos nos limitar em criar leis, algo que fazemos em profusão, mas temos de aprender a cumpri-las e, sobretudo, a punir quem não as cumpre. Na nossa sociedade, os ditos homens de elites (e companhia) cometem atos ilícitos e ficam impunes.

   Nesta ordem de idéias, para o bom funcionamento das leis, por que não aplicamos os ensinamentos bíblicos que diz, “Daí pois a César o que é de Cesar e a Deus, o que é de Deus’’?  Para que isso aconteça, há a necessidade de uma intervenção do chefe de governo de forma a restabelecer a ordem para o progresso da nação, estado ou município.

   A luta pelo poder é uma questão natural, tal como a ciência política explica, mas também pelo que se vê por aqui já não é assim, uma vez que os políticos preferem se servir e não servir o povo; onde a ganância, a corrupção, a fofoca e a mentira tomaram conta dos nossos dirigentes e legisladores. Mas, parece não haver aí novidade e, então, pelo comportamento dos nossos políticos, será que um dia a juventude não poderá vir rejeitar os nossos dirigentes e po-los de parte, e o munícipio, estado e país tomar um novo rumo? 




Fonte: blogvarzeapaulista-adaptação Lucianno Silva
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