segunda-feira, 24 de agosto de 2015

SEIS PARTIDOS DISPUTAM HEITOR FÉRRER PARA AS ELEIÇÕES DE 2016



Após a quase confirmação de que o grupo político dos ex-governadores Ciro e Cid Gomes (atualmente, no Pros) devem ter no PDT o seu sétimo partido, a questão que ficou para ser respondida é: qual será o futuro do deputado estadual Heitor Férrer, um dos principais nomes da legenda no Estado? A resposta é: nem ele sabe ainda. “Agora é que a ficha está caindo”, afirma.

Enquanto reflete, o assédio de outras legendas para tê-lo em seus quadros é intenso. Após o anúncio de que os Ferreira Gomes aceitaram o convite feito pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, começaram as ligações para Heitor. Ele recebeu convites de Tasso Jereissati (PSDB) e Eunício Oliveira (PMDB) para ser o candidato dos respectivos partidos para à Prefeitura de Fortaleza. O PPS já havia feito o convite anteriormente por meio do presidente nacional do partido, deputado federal Roberto Freire.

No PSB, dirigentes já declararam que ele seria bem-vindo. Ontem, Heitor teve conversas com o presidente estadual da legenda, Roberto Pessoa. O PRB, via Ronaldo Martins, o SD, através de Genecias Noronha, também assediam o ainda trabalhista, mas correm por fora, sem muitas chances de ter o parlamentar em seus quadros.

O deputado diz que deve reunir-se hoje com o presidente do partido no Ceará, o deputado federal André Figueiredo, para tratar do assunto. Mas as possibilidades são muitas, inclusive a de continuar no PDT. “Sair é traumático, mas ficar também é”, lamenta. Ele admite que permanecer na legenda junto com Cid Gomes, que teve nele o principal crítico de sua gestão na Assembleia , seria frustrante para seus eleitores.

Mesmo Cid que afirmou que gostaria de tê-lo como correligionário. “Nosso objetivo é vir para o PDT para somar e para nós não há nenhuma objeção, ao contrário”, afirmou na sexta-feira. O ex-governador garantiu que não irá tomar nenhuma iniciativa que não a de “estímulo” à liderança de Heitor.

Lupi também diz que gostaria da permanência. Ele acena com a possibilidade de Heitor suceder Roberto Cláudio (Pros). “Acho que na política, quatro anos é mais rápido que um dia”, diz. Heitor, no mesmo dia, foi duro ao negar a proposta. “É mais fácil o mar secar”, afirmou.

Prefeitura

O desejo por Heitor não é por acaso. O deputado é um dos principais nomes para a disputa pela sucessão de RC. Em 2012, obteve mais de 20% dos votos válidos na disputa pelo Palácio do Bispo, quase chegando ao 2º turno. E a expectativa é de que, nas eleições do próximo ano, ele possa ir mais longe.

Fonte: O POVO


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