domingo, 17 de julho de 2011

Após eliminação, seleção projeta título em 2014

Felipe Dana/APEm 2001, o Brasil foi eliminado da Copa América frente a Honduras e, um ano depois, foi campeão mundial. Em 2004 e 2007, venceu a competição sul-americana, mas foi mal nas Copas do Mundo seguintes. Essa contradição foi a justificava de Robinho e Julio Cesar para manter o otimismo após a eliminação da seleção frente ao Paraguai.
"Todas as derrotas servem para tirar lições. Em 2007, a gente foi campeão. Chegou na Copa do Mundo, a gente perdeu. Vamos ganhar a Copa do Mundo no nosso país", garantiu Robinho, melhor jogador e artilheiro daquela edição, realizada na Venezuela. "Não é questão de ser supersticioso, mas o objetivo maior é sempre a Copa do Mundo", completou Julio Cesar, ao usar o mesmo exemplo do companheiro.
A boa atuação brasileira e o domínio dos 120 minutos de jogo serviram de atenuantes para os gols perdidos e para o desempenho pífio nos pênaltis. "Não é sempre que você consegue jogar bem, como foi hoje. Desde que o Mano chegou, foi a nossa melhor apresentação, mas fomos eliminados com uma apresentação dessa", comentou Thiago Silva.
Diferentemente dos colegas, Thiago Silva ignorou os problemas do gramado ao explicar o pênalti perdido. "Escolhi errado o canto. Eu errei mesmo a cobrança, assumo. Nas próximas partidas vou procurar fazer melhor", afirmou o zagueiro. Já Elano citou o problema com o campo, mas disse que isso não justifica o pênalti batido muito por cima. "Senão fica passando por desculpa."
Substituído ainda no segundo tempo, Neymar não parecia confortável ao dar entrevistas na zona mista, após o jogo. Disse que o Paraguai teve méritos nos pênaltis, ignorando que o Brasil perdeu as quatro cobranças, e lamentou as falhas de finalização com a bola rolando. Depois, tentou mostrar sabedoria: "Isso se chama futebol. Você tenta, tenta, tenta e acaba perdendo".
Expulso na prorrogação junto com o paraguaio Alcaraz, Lucas Leiva acredita não ter merecido o vermelho. "Não fui com o intuito de brigar, mas apartar, proteger o Lúcio, que estava no chão. O árbitro escolheu dois e me escolheu."
Estadão. 
Postar um comentário