quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

CONTRATADOS DE MARTINÓPOLE PREVÊ CALOTE NOS SALÁRIOS




O clima é de desespero para alguns servidores comissionados e contratados da Prefeitura de Martinópole, região norte do estado do Ceará. Em mensagens enviadas ao ACONTECE, os servidores estão fechando o ano de 2016 sem receber os salários de novembro e dezembro. Alguns admitem que estão passando por dificuldades financeiras e temem calote.


“Peço uma posição do prefeito a respeito dos empregados contratados da prefeitura, os servidores estão novembro e dezembro de 2016 sem receber um centavo, isso é um absurdo! Eu tenho 2 filhos, preciso pagar minhas contas, trabalhei e por isso preciso ter meu salário pago”, disse uma servidora, em mensagem enviada ao nosso WhatsApp.

No dia 31 de dezembro, todos os comissionados serão exonerados — e quem não vir a cor do dinheiro até lá, não saberá a quem recorrer. Ao novo prefeito, Júnior Fontenele (PSD), não será.

No Facebook, os internautas questionaram o pagamento dos contratados, Ney escreveu: “Todos os servidores que trabalharam tem direito a receber. No entanto, os recursos disponíveis no momento não foram suficientes. Mas vamos aguardar o que vai entrar no dia 29. Com pensamento positivo e se os recursos forem suficientes. Possivelmente, consigamos pagar. Mas não posso prometer”...

“Importante esclarecer que algumas pessoas que possuem conta no Banco do Brasil, mas em outras agências que não a de Granja tem que estar atentos à regra do banco: a agência de Granja realizou a transferência, mas a agência receptora precisa dar a confirmação do recebimento. Infelizmente, ainda existe esse detalhe no procedimento. Eu lamento muito. Mas fiquem tranquilos que todos os servidores concursados foram pagos. É só questão de tempo para receber”, declarou Ney Monte.

Segundo o prefeito, hoje 29, foi autorizado o pagamento dos contratados referente a novembro, mas infelizmente há obrigações com o INSS e devido ao pouco espaço de tempo, é o que se pode fazer. “Gostaria de poder fazer mais, mas os recursos são limitados”, escreveu Ney.
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