sexta-feira, 16 de setembro de 2016

IMPACTO DA PROPAGANDA NEGATIVA NAS ELEIÇÕES E O EFEITO BUMERANGUE.

As campanhas eleitorais são fundamentais para a democracia e momento de analise da relação entre os cidadãos e a política. É a hora em que os eleitores avaliam os candidatos e seus planos de governo para selecionar a opção que consideram melhor à luz de seus interesses individuais ou coletivos. Nas disputas eleitorais, os candidatos têm a alternativa de escolher entre dois cursos de ação: enaltecer as suas próprias qualidades ou ressaltar as características negativas de seus adversários. Toda disputa será um equilíbrio entre essas duas estratégias, pois cada uma delas busca resultados distintos.

Com o objetivo de entender as estratégias de ataque dos candidatos a seus adversários, esse texto fala basicamente sobre o fenômeno conhecido como campanha negativa, campanha de ataque e um estudo americano que aponta que “quem bate perde” ou seja o “efeito bumerangue”

A expressão efeito bumerangue" se tornou uma espécie de mantra do marketing político, ao considerar que a campanha negativa prejudica o candidato que ataca.

Uma das máximas do marketing político brasileiro, citado por muitos especialistas na área é de que “quem bate perde a eleição”. Essa ideia, atribuída ao marqueteiro Duda Mendonça , representa na literatura academia o conceito do “efeito bumerangue”, onde o ataque pode se voltar contra seu autor e ao invés de tirar votos do adversário acaba tirando votos do candidato que ataca, porque demonstra falta de comprometimento com a ética e falta de respeito aos seus adversários, numa clara apelação para o vale tudo do jogo do poder.

"Propaganda negativa é qualquer crítica direcionada por um candidato ou apoiadores aos seus adversários". Essa definição inclui, necessariamente, a personalidade do candidato, suas crenças políticas, seu histórico como político e governante, o partido ao qual é filiado, seus associados, familiares e amigos, grupos de apoio e equipe de governo.

Assim sendo, o principal aspecto do Efeito bumerangue é apontar que o candidato utiliza seu tempo com o intuito de destacar os aspectos negativos do seu oponente, ao invés de cuidar da valorização dos seus próprios atributos políticos ou pessoais, isso quando não usa de apoiadores de campanha para executar o serviço sujo, o que deixa ainda mais claro suas intenções escusas.

As evidências, portanto, apontam para a confirmação da hipótese de que quem opta pela dita “campanha suja” ou “campanha do ataque” estão em larga desvantagem em relação aos seus atacados, a análise de quem sofre os ataques demonstra que os líderes nas pesquisas são os alvos prediletos dos adversários.

Os líderes são as vítimas preferidas dos segundos colocados nas pesquisas de intenção de voto, bem como seus apoiadores, e peças chave na condução da campanha também podem sofrer ataques pessoais, no intuito dos que se encontram em desvantagem de desestabilizarem as estruturas da campanha eleitoral.

Do mesmo modo, 98% da propaganda negativa feita pelos adversários tem como objetivo afetar a imagem do primeiro colocado:
Finalmente, vimos que a literatura especializada considera como indicador de "boa campanha" as disputas que debatem questões políticas e não os atributos pessoais dos candidatos (Kaid e Johnston, 2002; Geer, 2006).


Fonte de pesquisa: Impacto da Propaganda negativa nas eleições brasileiras -  Felipe Borba, via etceteraomnia
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