domingo, 8 de março de 2015

UM DIFÍCIL MOMENTO PARA O EX-GOVERNADOR DO CE


Cid Gomes, enquanto governador do Ceará, por diversas vezes foi à
Assembleia prestar esclarecimentos sem sequer ter sido convidado para tal.
Sua ida ao plenário da Câmara Federal é diferente, pois diz respeito a uma convocação. 
 FOTO: JOSÉ LEOMAR

Cid Gomes (PROS), o ministro da Educação, experimenta, nos próximos dias, na Câmara dos Deputados, o seu momento político mais difícil das últimas três décadas de militância. Convocado para dar explicações sobre afirmações consideradas afrontosas e desrespeitosas contra a grande maioria dos parlamentares federais brasileiros, o ex-governador do Ceará vai estar no centro de um plenário parcialmente determinado a hostilizá-lo não só pelas suas próprias palavras, de agora e de antes, como por estar, naquele momento, representando um Governo deveras fragilizado no Congresso Nacional.

A convocação de Cid Gomes, procedimento não usual no Congresso (o comum são autoridades serem convidadas, com direito a marcar a data), se deu pelo fato de ele ter anunciado, na última sexta-feira de fevereiro, na Universidade Federal do Pará, a existência de "uns 400 deputados, 300 deputados que, quanto pior, melhor para eles. Eles querem é que o Governo esteja frágil, porque é a forma de eles achacarem mais, tomarem mais, tirarem mais dele, aprovarem as emendas impositivas".
 

A princípio, sua ida à Câmara está marcada para a próxima quarta-feira, dia 11, às 15horas (já existem gestões para a mudança da data). O dia e hora definidos para Cid dar explicações e responder às indagações dos deputados foram escolhidos para deixá-lo em situação mais delicada ainda, pois é quando o plenário está cheio e mais deputados devem se manifestar, dirigindo perguntas ao convocado.

Os congressistas, antes das indagações, poderão dizer tudo a favor e contra o ministro, dentro do tempo designado regimentalmente a cada um deles, garantidos pela inviolabilidade, "civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos", segundo a Constituição Federal



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Fonte: DN

 
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