sexta-feira, 21 de agosto de 2015

"O SEU DIREITO ACABA QUANDO COMEÇA O DO OUTRO!"



Qualquer cidadão tem o direito de solicitar, exigir, acionar a justiça e até fazer barulho para reivindicar os seus DIREITOS ou de outras pessoas, porém vale lembrar que, cobrar direitos não significa caluniar, denegrir ou difamar os outros. A partir do momento em que alguém abusa de sua liberdade de expressão, indo além de expor a sua opinião, espalhando o ódio e incitando à violência, isso pode trazer consequências mais graves à vida de outras pessoas

- Você gostaria que alguém fosse lhe cobrar algo com palavras ofensivas de baixo calão? ou que uma pessoa ofendesse a sua honra e de sua família com comportamento e palavras chulas? Como ficaria você diante dos filhos, esposa, mãe e sociedade?

É por isso que se faz preciso que problematizemos os pressupostos silenciosos contidos na celebrada frase "a minha liberdade termina quando começa a do outro". Em alguns casos, é justamente invadindo e desrespeitando a liberdade alheia que pessoas se sentem verdadeiramente livres.


Quem  nunca ouviu esta declaração com todo o seu teor moral auto-evidente antes? Quando quer que haja uma discussão sobre ética, comportamento humano e direito, não há argumentação que não seja obrigada a se desfazer perante a inigualável força moral deste mandamento. Deste ponto em diante, toda e qualquer tentativa de contra-argumentação espontaneamente cessa, vê-se obrigada a calar-se. Eu também me calo perante ela, vale sempre ressaltar aqui e deixar suficientemente claro, mas só na sua condição de receita jurídica geral.

"Sem mesmo aperceber-me, eu já vinha pondo à teste esta fórmula já de muito tempo. Que eu só tenho direito de agir até onde eu não prejudique ninguém. Ser contra ou a favor de alguma coisa não ofende o direito de ninguém, é uma questão de opinião, você só não pode exigir que as pessoas pensem como você. Por exemplo, eu sou contra o aborto, mas sou a favor da legalização da maconha. Aceito a união de gays embora ache errado, são opiniões que expressam minha maneira de pensar, mas não agridem ninguém. Nossas atitudes é que não podem ferir ou ofender ao próximo".


Cá com meus botões, entendo que tem algo errado, distorcido na visão de liberdade. Certos usos da liberdade representam uma escolha por ser melhor, por ser superior – como se pudéssemos nos “presentear” com alguns privilégios. Ser livre é ser igual sim, mas no sentido de reconhecer o outro como digno de meu respeito. É meu semelhante, é igual a mim como humano, mas diferente em escolhas, gostos, comportamentos, opinião. E isso requer que o aceite e o acolha em sua diferença.

Finalizo aqui dizendo que o problema não é ter opinião. Muito menos declará-la. E sim como você faz isso. De forma respeitosa ou agressiva? Privilegiando o diálogo de diferentes e buscando uma convivência pacífica, ou conclamando as pessoas para desrespeitar ainda mais o seu irmão por medo ou desconhecimento?

Entendeu? Ou quer que desenhe?
 
Adaptação Luciano Silva





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