Meu ponto de
vista toca no cerne da autonomia da imprensa independente.
A beleza de
trabalhar por conta própria é a liberdade de pautar o que o
"mainstream" ignora, sem precisar implorar por migalhas de atenção de
assessorias de grandes corporações ou políticos.
O repórter/radialista
independente não precisa lamber botas, mas precisa ser insistente para que as
vozes que ele representa sejam ouvidas. Quando o repórter/radialista constrói
uma base sólida e credibilidade, o jogo vira. Em vez de perseguir fontes, ele
passa a ser o canal que as fontes procuram para falar o que não teriam coragem
de dizer em grandes veículos.
A imprensa
independente não precisa estar se humilhando em busca de entrevistas ou
notícias. A imprensa independente deve ser capaz de se sustentar
financeiramente, sem depender de financiamento governamental, e deve continuar
a cobrir as pautas que são ignoradas pelos meios de comunicação tradicionais.
No fim das
contas, a dignidade do repórter/radialista independente vem justamente de não
ter "rabo preso". Se uma porta não abre, ele constrói a própria
janela.
Ouça a opinião do Luciano Sobre o assunto assistindo ao vídeo acima.
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