Existem governos de diferentes esferas e alinhamentos políticos que frequentemente utilizam a estrutura do Estado e os recursos públicos para buscar vantagens eleitorais. Essa prática é conhecida no meio político e jurídico como "uso da máquina pública". Ela se manifesta de formas que variam desde estratégias legais dentro do jogo político até abusos de poder punidos pela Justiça Eleitoral.
Governos costumam criar ou acelerar programas de transferência de renda, renegociação de dívidas ou isenções de impostos às vésperas de períodos de campanha. Mudanças em tributos para conter temporariamente a inflação ou baratear produtos de grande apelo popular também são estratégias comuns para melhorar a aprovação de governantes antes de pleitos.
O controle sobre secretarias, ministérios e cargos de livre nomeação é amplamente utilizado pelos mandatários para negociar apoios partidários, formar coalizões e garantir que servidores comissionados atuem como cabos eleitorais informais. No estado do Ceará, O governador Elmano de Freitas, nomeou o ex-prefeito de Jijoca de Jericoacoara, Lindbergh Martins, como Assessor Especial do Estado, e indicou a ex-prefeita de Massapê, Aline Albuquerque, para o conselho da Arce. Essas nomeações fizeram parte de um pacote estratégico da gestão estadual que incorporou dez ex-prefeitos ao quadro governamental.
A incorporação dos ex-mandatários aos quadros do Executivo estadual foi apontada por oposicionistas como uma tentativa de manter a “cooptação” de bases eleitorais. Por outro lado, os governistas rebatem dizendo que os ex-prefeitos têm expertise em gestão, portanto, irão levar a experiência para o Governo.
Os ex-gestores — com exceção de Aline — foram nomeados pelo chefe da Casa Civil, Chagas Vieira, entre os dias 30 de julho e 12 de agosto, de acordo com o Diário Oficial do Estado. Conforme dados do Portal da Transparência do Ceará, os “assessores especiais I”, vinculados à Casa Civil, recebem SALÁRIO MÉDIO de R$ 10,3 mil.
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